quarta-feira, 6 de abril de 2011

O Espírito das Leis - Montesquieu

Todos os professores e monitores da faculdade de direito pensam ser essencial o estudante ler esta obra, porém, de uma forma crítica. Não basta apenas ler, é preciso entender o texto e saber que ele foi elaborado por um homem como o leitor, com preferências e preconceitos.

A Idade Média e o Nascimento do Ocidente

A matéria de Política e Teoria do Estado engloba toda a história do Direito e do nascimento de um Estado verdadeiro. A indicação de livro feita pelo Professor Cezar Saldanha na aula de hoje foi esta:

Aprendendo a Pensar com a Sociologia

Descobri um jeito de postar os livros em PDF que eu consegui encontrar.

Notas de Aula (Economia Política)

AULA 05 de Economia Política

Modelo de Fichamento:
* NOME DA MATÉRIA
* Tema do fichamento. SOBRENOME, NOME do autor - Título - Edição - Editora - Cidade - Ano - Página

Evolução do Pensamento Econômico
A noção do valor - o trabalho humano é o que dá o valor às coisas.

I- Atividades Econômicas

Coleta -atividade primeira de sobrevivência básica. O extrativimo de hoje também é considerado coleta por retirar coisas da natureza. O butiá tem aplicação econômica básica (cachaça). No momento em que o que foi coletado sofre ação humana detém valor econômico.

Preço:
- custo do trabalho; da matéria prima; dos instrumentos e do lucro

Sistema Primitivo de Trocas (de excedentes): Trabalo - Troca - Uso
Pastoreio - Animais que os homem domesticou: bovinos, caprinos e suínos (estes mais consumidos porque não leva tanto tempo para o abate, ainda que os países muçulmanos não se alimentem de carne de porco). Galinhas, patos e marrecos, lhamas, cavalos... Vantagem da domesticação: carregar com o criador (carne, leite, derivados...)

Agricultura - sedentarismo e a geração de excedentes em maior quantidade do que o pastoreio, portanto o incremento de pastoreio e agricultura gera o comércio. Desenvolve, potencializa o comércio. O sedentarismo gera os primeiros aglomerados urbanos.Com a agricultura se desenvolvem os calendários, a fixação da rotina leva a celebração de dias específicos, festas, ela também permite um aumento da taxa de natalidade e uma diminuição das taxas de mortalidade, na Idade Media a taxa de longevidade não excedia os 40 anos. O sedentarismo melhora a alimentação. Os espaços começam a ser disputados. Aparece a construçao civil.
Comércio - CENTRALIZA TODOS OS EXCEDENTES, faz a distribuição de riquezas.Os processos de produção adquirem contornos fantásticos após a Rev Industrial ( a
primeira foi na ING no século XVIII e a segundo foi no século XIX).

Indústria - A última forma econômica, mais organizada. As primeirs armas eram de pedra e madeira, depois de cobre que era muito mais eficiente, e, por último de ferro, descoberta dos hititas. O uso de foles populariza o ferro e este possibilita o desenvolvimento da indústria bélica. Primeira grande Indústria: Construção civil.
Surge também a mealurgia (Cu, Sn). A segunda fase desta é o bronze (mistura de cobre e estanho). A terceira fase é a do Fe. Além dessas indústrias, o extrativismo vegetal (madeira) e a olaria (barros, cerâmicas, tijolos) foram outras de suma importância. Os processos de vitrificação da cerâmica (porcelanato) a deixa muito mais resistente. O chineses fazem há 2 mil anos a porcelana (olaria requintada). Um dos motivos da Guerra do Ópio foi abrir o mercado de porcelana. CONSTR.CIVIL + MADEIRA + METAIS + OLARIA.

II- Necessidades Econômicas

Sobrevivência - As mercadorias oscilam entre: escasses e esforço. O que move primordialmente as pessoas é a necessidade de sobreviver. A demanda inelástica é permanente, imutável (alimentos). Mercadorias com demandas mais eláticas sofrem maiores variações de preço no mercado. Habitação, alimentação, vestuário...

Conforto - itens de conforto facilitam a vida. Sem eles é posível sobreviver, mas com ele é melhor. Capital está ligado ao conforto. Não se deve pensar em itens de conforto como algo desnecessário, pois são o oposto, uma vez que os meios de trasporte têm importante utilidade.

Luxo - artigos supérfluos, maiores comodidades... Até a Rev. Industrial as pessoas faziam suas próprias roupas e até o banho de cada dia era difícil de manter.Antigamente as pessoas acumulavam dinheiro, pois os gatos com futilidades era muito menor. Existiam os mascates que andavam com malas com tecidos para fazer medidas e fabricar as peças de roupas para as pessoas. Eles eram comerciantes ambulantes.

III- Escolas Econômicas

Mercantilismo
Fisiocratas
Economistas Clássicos: Adam Smith; David Ricardo; J.B.Say
Socialismo
Keynesianismo: J.M Keynes
Neoliberalismo

terça-feira, 5 de abril de 2011

Resumo - Problema Gnosiológico

Segundo Battista Mondin

Resumo do Capítulo 2

O Problema gnosiológico (do conhecimento) tem 3 aspectos principais: a origem e estruturação, o valor e o funcionamento correto. Este é abordado pela lógica, esse pela crítica e aquele pela psicologia. Existem 2 problemas de ordem psicológica que merecem maior relevo, um é relativo às formas de conhecimento humano e outro à sua origem.
Todo ser humano, segundo o Doutor Battista, é dotado de conhecimento sensível (referente aos órgãos sensoriais), memória e poder de fantasiar, porém, o conhecimento também nos traz outros saberes que englobam idéias universais e abstratas, princípios gerais e absolutos que não conseguimos classificar dentro de um gênero específico de conhecimento sem que haja discrepância. As questões que envolvem confusões acerca do conhecimento são matéria da filosofia. O professor ressaltou, ainda, que os pré-socráticos já as tinham como objeto de debate e que, logo, formularam teorias sobre o conhecimento. Parmênides e os pitagóricos acreditavam existir, além do conhecimento sensível, outro racional, sendo que apenas a este atribuíam o "valor absoluto". Em claro contraste, Protágoras, Górgias e os sofistas aceitavão somente a existência daquele.
No período clássico,porém, os grandes pensadores em geral concordavam que havia duas ordens de destaque nessa área filosófica: a dos sentidos e a do intelecto. No entanto, eles divergiam quanto às orientações,platônica ou aristotélica. Aquela se subdivide em conhecimento sensível por imagem direta, por imagem indireta (cópia), conhecimento intelectivo pelo raciocínio e pela visão. Já os discípulos de Aristóteles e Tomás de Aquino, pensam que a mente humana não detém o conhecimento intuitivo, apenas o relativo à abstração e ao raciocínio.
O sacerdote do Instituito Xaveriano acrescentou, também, que foi durante o período moderno que o problema gnosiológico ganhou importância, uma vez que o pai da filosofia moderna, Descartes, compreendeu que a solução para todos os demais problemas dependia da resolução deste e que, por isso, encontrá-la era fundamental.
Passado certo tempo, aqueles que admitiam tanto o conhecimento sensível quanto o intelectivo eram os racionalistas e os idealistas, enquanto os que acreditavam haver apenas o primeiro tipo de conhecimento eram os empiristas, os positivistas e os neopositivistas. Vale lembrar, assim como fez o autor, que até os dias contemporâneos, o problema das formas do conhecimento ainda não teve um desfecho conclusivo e satisfatório.
No que concerne à origem do conhecimento, é curioso refletir sobre a natureza dos nossos pensamentos. Embora já se tenha discutido muito sobre o assunto durante séculos, ainda não é possível se especificar se o homem, enquanto sujeito, tem maior influência sobre a formação de uma idéia do que o objeto.
Platão defendeu que todo o conhecimento humano provinha do objeto, mas sua teoria só foi convincente enquanto justificativa do conhecimento sensível. A fim de explicar o conhecimento intelectivo, o filósofo e matemático da Grécia Antiga criou um mundo ideal (onde estariam objetos imateriais e universais) com o qual, supostamente, a alma de uma pessoa teria contato antes de entrar em comunhão com seu o corpo. Dessa forma, quando alguém tivesse alguma idéia universal, estaria somente tomando consciência de algo anteriormente assimilado em outro plano.
Foi Aristóteles quem recusou-se a aceitar a validade do argumento platônico ao conhecimento intelectivo. De acordo com a sua visão, este dava-se, em grande parte, por ação do sujeito, responsável por pensar a idéia através da extração do elemento universal da análise dos dados oferecidos pela experiência. Já Santo Agostinho diferia da linha aristotélica na medida em que acreditava ser a "ação iluminadora", momento em que Deus coloca na mente humana princípios absolutos, a causa da origem do conhecimento intelectivo. Embora a doutrina agostiniana tenha encontrado terreno fértil para germinar em certas regiões, foi prontamente refutada pela tomista. Santo Tomás declarou que essa teoria desvalorizava a autonomia do homem e retomou a aristotélica ao propor que o conhecimento das idéias universais devia-se à abstração feita pelo intelecto humano.
Uma gama de outros pensadores renomados divergiram quanto à dimensão da ação que cabia ao sujeito e ao objeto na síntese do conhecimento intelectivo. Vale lembrar, também, de Kant - o objeto é responsável pela matéria, enquanto o sujeito, pela forma. Atualmente, se infere que a solução do problema gnosiológico deve ser buscada na harmonia entre vários fatores que, até então, haviam sido irrelevantes aos filósofos, tais como: o fator instintivo e o subconsciente, o social, o histórico e o lingüístico.
Em relação às questões sobre o valor dado ao conhecimento humano, logo a princípio se deve definir sob que olhar este atinge a verdade e até que ponto é confiável. No capítulo segundo da obra " Introdução à Filosofia", o professor Battista coloca em pauta as concepções de grandes filósofos arcaicos visando contrastar duas idéias principais. A primeira diz respeito ao fato do conhecimento intelectivo ser o saber capaz da aproximação à verdade absoluta, enquanto a segunda idéia (sofista) afirma que este nem existe e introduz o ceticismo ( que surge durante a crise da metafísica em meio à desvalorização da razão humana e ganha respaldo entre o último século antes de Cristo e o primeiro da era cristã).
Battista descreve, então, momentos de valorização do conhecimento humano intercalados com períodos de extremo ceticismo. Ele comenta sobre a renovação do "edifício filosófico" por Descartes que capta uma primeira verdade fundamental - duvido, portanto, penso; penso, logo, existo - e, depois, sobre um novo período de ceticismo. Até hoje, a tendência geral relativa ao valor do conhecimento privilegia o ceticismo mais ou menos extremado do que o racionalismo.
Ao tratar do método da filosofia no que concerne ao estudo gnosiológico, o Doutor por Harvard, Battista Mondin, cita os diversos métodos propostos por pensadores como Pascal, Vico, Hume, Kant, Comte, James, Bergson, Hussel e Popper, porém, explicita, ao fim do capítulo, que é o processo da falsificabilidade de Popper que recebeu maior destaque. Ele estabelece que uma teoria pode ser considerada científica quando satisfaz a duas condições: uma é a de ser falsificável (ter a possibilidade de ser futuramente contestada e desmentida) e a outra é a de ainda não ter sido provada como falsa de fato. Dessa forma, a irrefutabilidade não é uma virtude, mas, um vício.
Um outro dado relevante, ainda no trecho relativo ao estudo do método, é a reflexão, segundo a qual, quem filosofa visando mudar a realidade perde a liberdade na ânsia de mudança, o que inevitavelmente acaba perturbando o momento da contemplação filosófica, tornando a filosofia em pura especulação.
Finalmente, a última observação desenvolvida pelo autor no capítulo segundo se refere à filosofia da ciência (problema epistemológico). Esse ramo filosófico aborda questões específicas do saber científico (origem, conceito, finalidade,) e, nos últimos tempos, teve significativo desenvolvimento, originando três movimentos: o neopositivismo, a interpretação metafísica e o racionalismo científico.
Vale ressaltar a opinião de um dos mais renomados nomes do realismo metafísico, Émile Meyerson. Ele dizia que a ciência progredindo na direção do senso comum, cria essências, cujo caráter real não somente não é eliminado, como intensificado. Já, em se tratando de metafísica idealista, o inglês Arthur S.Eddington montou sua teoria baseado na "seleção"(atividade do intelecto espontânea e subjetiva que substitui a abstração do realismo metafísico).
Após tratar de múltiplos assuntos relacionados ao problema gnosiológico, Battista estabelece uma breve conclusão. Nela, fica evidente que a razão humana ainda não foi capaz de desvendar os mistérios do conhecimento e, portanto, nem de dar uma solução satisfatória ao problema gnosiológico. Entretanto, sendo o homem, filósofo por natureza e invencível em sua busca por respostas, a esperança de progressos na área é válida é cabível

Resumo - Introd. do livro do Battista Mondin

Resumo da Introdução do livro Introdução à Filosofia de Battista Mondin
O homem, por ter inteligência, consciência de sua existência e senso crítico e ético, vive em meio ao seus múltiplos questionamentos. A filosofia visa tranquilizar e estimular a mente humana a continuar gerando dúvidas e formulando hipóteses sobre a realidade que a cerca a fim de manter o desenvolvimento constante do saber.
Segundo o Doutor em Filosofia e Religião por Harvard, Battista Mondin, a filosofia é um conhecimento cuja esfera de atuação não encontra, como nas ciências exatas, limites bem demarcados. Logo, pode-se inferir que ela estuda a plenitude da vida, tudo. O estudioso italiano cita na introdução da sua obra "Introdução à Filosofia" grandes pensadores para elucidar o conceito desse saber,tais como: Aristóteles - que diz ser a definição de filosofia o estudo das "causas últimas de todas as coisas", Cícero - quem afirma ser a filosofia o "estudo das causas humanas e divinas das coisas", Descartes - sábio que a entende como o "bem raciocinar", Hegel - que a define como "saber absoluto" e Whitehead - que sugere ser tarefa da filosofia a "explicação orgânica do universo".
Com a finalidade de fundamentar sua afirmação (de que a Filosofia estuda tudo), Battista expõe duas razões convincentes. A primeira faz referência ao fato de todas as coisas poderem ser analisadas filosoficamente, chamando atenção à questão da pesquisa filosófica acerca do existir. Enquanto os cientistas de diversas áreas pressupoem já resolvidos assuntos como a liberdade, a natureza do mal, a origem, o valor da vida, do conhecimento humano e da lei moral, os filósofos dedicam suas vidas à busca de informações válidas, precisas e ordenadas. A segunda razão exposta concebe ser o objeto da filosofia o universo tomado globalmente.
Buscando parâmetros para atribuir à filosofia um caráter específico, o professor Battista define três características peculiares inerentes a esse saber: o seu instrumento de pesquisa, o seu método e o seu escopo (finalidade). Aquele se refere à concepção platoniana de "raciocínio puro", esse é essencialmente raciocinativo (indução e dedução) e este não está voltado para fins práticos, unicamente, para o preenchimento das inúmeras lacunas do conhecimento humano, o que seria um fim teórico. Battista ainda se apóia na Metafísica de Aristóteles a fim de reafirmar sua visão de que a filosofia é livre enquanto não está sujeita a qualquer utilização de ordem prática, e, portanto, se realiza e se resume na pura contemplação do verdadeiro.
Ainda que a filosofia abranja tudo, os principais temas estudados são: a lógica (exatidão do raciocínio), a epistemologia (valor do conhecimento), a metafísica (fundamento último das coisas em geral), a cosmologia (constituição das coisas materiais), a ética (origem e natureza da lei moral, da virtude e da felicidade), a psicologia (natureza humana e suas faculdades), a política (origem e estrutura do Estado), a estética (problema do belo, da natureza e função da arte), a antropologia cultural, a teodicéia (religião) e a axiologia (juízo de valores).
Consoante com o pensamento de Battista, a civilização está profunda e gravemente doente, e todos os problemas que derivam disso só poderão ser entendidos e futuramente solucionados, caso se use a filosofia, não como mero exercício acadêmico, mas como instrumento fundamental de compreensão do mundo.

Economia Política - Estruturas de Mercado

ESTRUTURAS DE MERCADO

1) Conceito de Mercado
Grupo de compradores e vendedores de um particular bem ou serviço.
COMPRADORES = DEMANDA
VENDEDORES = OFERTA

2) Estrutura de Mercado
2.1 - Quando se comercializa com pequenos grupos, eles são mais relevantes (têm mais importância) um para o outro.



Classificação de Stackelberg:
Reduz o princípio da diferenciação a apenas um elemento: o número dos que
intervêm no mercado, tanto do lado da oferta (vendedores) quanto no da procura
(compradores); Quase-monopólio e quase-monopsônio = situações em que o único vendedor, ou o único comprador se defrontaria, respectivamente, com um número pequeno de compradores e vendedores; Monopsônio e Oligopsônio: exemplo de relações contratuais de trabalho.
• Raramente se observam as situações-limite do monopólio puro e da
perfeição concorrencial. Na moderna realidade industrial, em que os mercados são
geralmente dominados por grandes corporações empresariais, prevalece, na maior parte
dos setores, situações típicas de dominação exercida por um pequeno número de grandes
firmas - oligopólio e oligopsônio.

Classificação de Marchal
O número dos que intervêm no mercado é também o principal elemento diferenciador considerado; porém, propõe que a oferta e a procura podem apresentar-se sob três aspectos:
• Estrutura Atomizada: número elevado de produtores e consumidores, de tal forma que
nenhuma das partes tenha condições de influenciar o equilíbrio de mercado;
• Estrutura Molecular: oferta e procura exercida por poucos;
• Estrutura Monolítica: quando há apenas um agente;

O mercado pode se apresentar sob duas condições:
• Viscosidade: a estrutura é viscosa quando ocorrerem situações ou
comportamentos capazes de impedir a sinalização perfeita dos preços, no mercado de
produtos, e de remunerações, no mercado de fatores;
• Fluidez: a estrutura é fluida quando não ocorrerem quaisquer obstáculos à
livre atuação das forças de oferta e procura;

- Concorrência Imperfeita de Comprador: muitos ofertantes com fluidez + muitos compradores com viscosidade
- Concorrência Imperfeita de Comprador: muitos compradores com fluize + muitos ofertantes com viscosidade